JOSÉ INÁCIO VIEIRA DE MELO

CÂNTICO DOS CÂNTICOS
Que as tuas nádegas aventureiras estejam abertas
para o poema em linha reta que te ofereço,
que a minha escrita torta e avessa
chegue linheira na olaria de tua carne
e ardas e ardo neste morno forno
das tuas nádegas tão abundantes.
Das tuas nádegas tão montanhosas
o horizonte é mais macio e a minha linguagem
saboreia o mel do fel que trazes
e de teus olhos gemem os arco-íris
e teu corpo todo é um esplendor, uma assombração
e quanta delícia anunciam teus arrepios
e tuas nádegas aventureiras tão venturosas
são uma tempestade de emoções.
Que idioma mágico que tu inventas
quando me aventuro por tuas nádegas
e me perco profundamente e profundamente
me encontro na plenitude cega que tudo enxerga
e profundamente me encanto cantando uníssono
neste nosso idioma o novo cântico dos cânticos.
3 Comments:
Caramba poeta, vc não tem dó hem...tua palavra tá cortando mais que lâmina. Parabéns. bjo
Minha nossa! Ainda bem que tb tem poesia no silencio, me calo diante desse idioma erotico. Parabens!! Confesso que vc me surpreendeu poeta.
Abraços, J
Olá: gostei como costume dizer para o poeta qualquer coisa serve para fazer poesia, o poeta nunca erra apenas escreve aquilo que não existe, ou pode mesmo existir.
Um Abraço
Santa Cruz
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