20 julho 2007

Mario Quintana


.SE EU FOSSE UM PADRE


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...

Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

2 Comments:

Blogger Rita Costa: " Alma de Poesia " said...

Olá, Ana Cristina.
Achei seu blog enquanto fazia uma de minhas costumeiras viagens pela poética virtual.
Gostei demais de tudo aqui. li também uns poemas teus no Jornal da poesia e fiquei encantada.
Parabéns a você e aos outros poetas, pelo talento e pela escolha dos belíssimos textos aqui postados.
Também escrevo poesia. Sinta-se à vontade para conhecer meu blog se assim desejar.
Vou colocar o seu em meus favoritos para voltar numa outra oportunidade.
Um beijo.

21 julho, 2007 15:24  
Blogger John D. Godinho said...

IF I WERE A PRIEST

If I were a priest,
I would not, in my sermons,
speak of God,
or of moral corruption
—much less talk about the
Rebel Angel
and his charming
seduction.

I would not cite the saints
and prophets,
their heavenly
promises
or terrible curses...

If I were a priest,
I would cite the poets
and pray their most
beautiful verses;

The kind that have lulled me
since early childhood,
some of which I wish
I had written!
For poetry purifies the soul…

And a beautiful poem—
even if distant from God—
a beautiful poem
always takes us to Him!

Mario Quintana
(Translated by John D. Godinho)
If I were a priest in Nova Antologia

12 agosto, 2009 12:21  

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