29 maio 2009

Ana Cristina Souto


Tarda, amor!


Como uma sombra em silêncio
segues cada passo teu;
sinto o mistério do teu perfume
em cada vão momento meu.

Se não posso amar-te,
deixes que tua sombra me persigas
assim, me servirei do teu silêncio
acalentando meu coração outra vez.

Sabe, amor,
lembro dos sonhos que desfiz
à espera do preço por querer-te
tortura infinda...
que por ventura, eu escolhi.

Tarda , amor!
Mas voltes com a tua sombra
para me dar abrigo
e não me deixes acordar dessa quimera
e o sol se cobrirá de amarelo como o outono
desfolhando o passado de nós dois.

3 Comments:

Blogger Margleice Pimenta said...

Oi Ana,
É muito lindo esse poema.
Beijo,
Margleice

24 maio, 2010 14:21  
Blogger O que Cintila em Mim said...

Maravilhoso divino terno...

17 março, 2011 22:37  
Blogger Aroeira said...

nossa, que lindo! tinha até desacostumado de como você é boa. vou escarafunchar mais.
bjão

15 julho, 2011 11:36  

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