16 fevereiro 2007

Grazzi Barreto

Foto: Margarida Delga
ProsaPoéticamorosa

O valor que me cabe nesse momento de delírio é o que preenche a tua existência em mim. Se fosses metade do que sou, ainda assim seria maior do que eu, pois as medidas que lhe vestem são superiores às incomensuradas peles de que disponho. Ah...que me falta para perder a compostura de ser somente eu, senão um elétron de arquitetura? Há riqueza sim, na servidão, a depender de quem serve e de quem é servido. És por acaso um deus revelado aos meus olhos desejosos, um que ao me ver na feiúra onerosa dos meus excessos, me sorri mesmo assim?A tua boca, a mais doce, tão completamente, que o alfabeto se torna pequeno em tua língua. Não, essa não é uma simples boca, é qualquer coisa entre um sonho interminável e a singularidade da natureza. Tanta salinidade faz-me pulsar tanto que paraliso, incoerentemente perdida no meu próprio templo. Um desejar tanto faz de mim uma tua. Um querer tanto assim, faz dessa tua, um bem. E maior bem do que o justo efeito da causa, não há...

2 Comments:

Anonymous afonso said...

Escrita vigorosa.
se é voce as palavras, já senti uma grande parte de ana.

02 abril, 2007 11:09  
Blogger Poeta da Lua said...

Ana Crisce:
Passei para deixar-te um abraço e um sorriso!

Por favor, não desapareça!

07 abril, 2007 06:39  

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home