05 fevereiro 2007

José Inácio Vieira de Melo


Epitáfio para Guinevere


Cavalos já foram pombos
de asas de nuvem.
Domingos Carvalho da Silva



Meus cavalos choram por ti, égua de olhos azuis.

Não mais invadirei o vento montado no teu galope.


Que fique inscrito na tua lápide

o verso de lágrimas dos meus cavalos.


Para tu, que trazias os céus dentro dos olhos,

o relinchar da paixão pagã

dos cavalos que trago dentro de mim.

2 Comments:

Anonymous José Inácio Vieira de Melo said...

Ana Cristina Souto, prinspa poeta da Ceará e dos Brasis, eu, o Cavaleiro de Fogo, estou muito contente em ver o epitáfio que fiz para Guinevere - e para todas as fêmeas que se foram - figurando na clareza da tua escuridão. Muitos beijos.

José Inácio Vieira de Melo

07 fevereiro, 2007 05:04  
Anonymous Anônimo said...

Poeta!!! Poeta!!!

Das minhas escuridões, onde estavam aprisionados os cavalos (de raça, corredores, mancos, srd), pus todos pras outras pastagens...

Lá se foram as éguas atrás de seus corcéis...

Príncipes em cavalos brancos... Ah onirismo desgraçado! Se Cervantes fosse brasileiro e ainda por cima, nordestino, certamente a saga seria muito mais engraçada...

Aqui no CEARÁ, as síndromes de Cinderela são sonhos de mero sapos montados em jumentos.

Daí você tira, Cavaleiro de Fogo!!!

hahahahahahahahaha

Bjs

Ana

05 maio, 2007 14:47  

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