Ana Cristina Souto

Desencanto
Tua silhueta
ainda arranha minha retina.
Contigo
ignorei o futuro
vislumbrei apenas o preciso;
— um blefe do destino —
Que seja!
Atravessei meus espinhos,
perdi todas as defesas.
Hoje,
imune à dor
- refém de mim,
lastimo a insistência da vida.
Poderia ser tudo maior.
Sim! Poderia!
Mas era preciso muito...
muito mais!
Nessa paixão sem amanhãs;
- réstia de luz -
refletida nessa taça de cristal trincada.
2 Comments:
Lindo! Lindo! Lindo!
As vezes não sou mais que vidro trincado...
Lindo!
lindo. tinha até me esquecido como suas letras são fortes. vc é densa.
bjos
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