05 dezembro 2006

Ana Cristina Souto















Desencanto

Tua silhueta
ainda arranha minha retina.
Contigo
ignorei o futuro
vislumbrei apenas o preciso;
— um blefe do destino —

Que seja!

Atravessei meus espinhos,
perdi todas as defesas.
Hoje,
imune à dor
- refém de mim,
lastimo a insistência da vida.

Poderia ser tudo maior.
Sim! Poderia!
Mas era preciso muito...
muito mais!

Nessa paixão sem amanhãs;
- réstia de luz -
refletida nessa taça de cristal trincada.

2 Comments:

Blogger Dinha said...

Lindo! Lindo! Lindo!

As vezes não sou mais que vidro trincado...
Lindo!

28 dezembro, 2006 13:11  
Blogger Aroeira said...

lindo. tinha até me esquecido como suas letras são fortes. vc é densa.
bjos

26 janeiro, 2007 05:16  

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