10 agosto 2006

J G de Araujo Jorge



















PRESSENTIMENTO


O fim do nosso amor, pressenti, na agonia das tuas próprias cartas, rápidas, pequenas...
Se eu tantas, com carinho imenso te escrevia, tão poucas me chegaram em resposta apenas.
Nas cartas que a sofrer, te mandei, as dezenas, adiava a realidade sempre, dia a dia, procurando iludir em vão as minhas penas muito embora eu soubesse o quanto me iludia!

Hoje... já não foi mais surpresa pra mim, dizes, (como quem tem piedade), que é melhor não continuarmos mais... E tens razão: é o fim...

Há muito eu esperava e pressentia no ar...
Chegou... que hei de fazer?... Foi bom... Seria pior se ele não viesse nunca... e eu ficasse a esperar...

J.G. de Araújo Jorge

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