Ana Cristina Souto

Mel
Quando suavemente deslizaste
as mãos afastando a franja que revelaram
o mel do meu olhar
- que douram a tua fronte -
lamentei pelos beija-flores;
que só a ti cedi o pólen
ao beijares a pele da minha córnea.
Ante às trevas encontro a luz do teu olhar!
Eu te sorvo onde o amor reside...
Tu me fizeste maior;
melhor do que jamais poderia eu ser.
Silêncios comedidos, gritos, tantos sons irreverentes.
Nossos sonhos??!!!
- Jamais acorde-os!
Avante a sonhá-los.
Ah! Essas alegorias da realidade:
Mesmo sabendo que virás;
pela fresta da janela,
espreito à tua chegada....
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Pequeninos reveses
Pequeninos reveses
que teimaram em ruir nossas vidas...
Somos rochas; tais ondas não nos destruíram
a atmosfera ao nosso redor - tudo suporta
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Teu corpo / o meu desejo.
Tua alma / os meus sentidos.
Bebamos nosso amor num copo de mar!
Ah! Esses lábios de hortelã
que beijam a minha poesia
nas páginas de vida nova
no livro do nosso tempo...
Você é a soma das minhas decisões;
Que sejam doces
os nossos destinos e desafios;
Como a colméia dos meus olhos.
2 Comments:
seus olhos veêm várias imagens onde há somente uma?
e ainda consegue materializar tantas homenagens...
Prismo o olhar...
De soslaio enxergo as outras coisas... oásis, enfim...
Ana.
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