01 dezembro 2006

Ana Cristina Souto



















Despedida

Esquivo-me
às tentativas predatórias
de tuas mãos.
Onde o meu inexato olhar
procura o que perdeu-se
em pistas falsas.

Tomo o rumo do teu disfarce;
Encontro natureza morta.
Sem chorar minha sorte,
tranco a porta.
Num travesseiro de espinhos,
sangro
- desfigurando minha face.

Em incontida aflição
bebo o amargor de todos os venenos
e aprisiono os meus versos
em canções que não compuz.

Engulo lágrimas - como palavras
que corrói a minha garganta.
E com o céu chorando / chuva
no silêncio dos meus passos
despeço-me do teu domínio
sem olhar para trás...








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